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BIO

Rafael Mariano Garcia é ator-pesquisador, nascido em 1991, na cidade de Garça (SP).

 

Entre 2006 e 2010, integrou a Cia. Evoé ou Não É e colaborou com o Núcleo de Artes Cênicas (NAC), em Garça, participando de espetáculos como "Coração Cia. Ltda." (2008), "A Memória Conhece Todos os Caminhos de Volta" (2008), "Charles Chaplin" (2008), "Via Cênica IV" (2008), "II Café Literário TODAS: Mostra de Leituras Sensoriais" (2008), "O Bem-Amado" (2009) e "Via Cênica V: Trânsito para Alegrias Distraídas" (2010).

 

Em 2011, ingressou no curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em Londrina (PR). Durante a graduação, foi pesquisador do projeto Técnica Klauss Vianna e Dramaturgia Corporal: Estudo Sistêmico do Movimento, coordenado pela Profa. Dra. Ceres Vittori, do qual resultou o espetáculo "Pés-de-Deux". A obra estreou em 2012 na Casa de Cultura da UEL, foi apresentada na Semana de Artes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Ouro Preto (MG), integrou a programação do Festival Internacional de Londrina (FILO) e cumpriu breve temporada no Teatro Usina Cultural. Nesse período, envolveu-se em projetos de pesquisa e ensino voltados à direção e à produção teatral, à encenação, à cenografia e à produção audiovisual, e foi estagiário de produção do Teatro Ouro Verde.

 

Em 2013, encenou seu primeiro solo, "Estações Mortas", na mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba, em Curitiba (PR).

 

Em 2014, colaborou com o projeto Cabaré Filosófico, idealizado pelo Prof. Dr. Gabriel Giannattasio, do Departamento de História do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) da UEL, assinando a cenografia do evento Cabaret Valentino: Pensamento e Ebriedade, que reuniu palestras com a filósofa Viviane Mosé e o cronista Xico Sá. No mesmo ano, foi assistente de direção e preparador de elenco do curta-metragem "Copo de Leite" e estreou o solo "Agora, é a Cerimônia do Adeus", no Museu Histórico de Londrina, resultado de sua pesquisa de conclusão de curso sobre as relações entre memória, corpo e criação, indicada à publicação pela banca avaliadora em razão de suas contribuições ao campo. Como trabalho de formatura, participou da montagem "Eu Me Lembro", inspirada no filme "Depois da Vida", de Hirokazu Koreeda, sob direção de Sandra Parra.

 

Em 2015, levou "Agora, é a Cerimônia do Adeus" à 16ª edição do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte (MG), e dirigiu seu primeiro curta-metragem, "Os Olhos do Pássaro". Passou a colaborar artisticamente com o programa "Estação Assum Preto", da UEL FM, também concebido por Gabriel Giannattasio. Em parceria com o Museu Histórico de Londrina, criou a intervenção cênica "Performance dos Esquecidos", apresentada no Dia do Pioneiro (2015), na Semana de Museus (2016) e na Semana do Café (2017).

 

Em 2016, foi orientador artístico no Projeto Ademar Guerra e lecionou sociologia e filosofia no ensino médio do Centro Paula Souza, ano em que também concluiu a licenciatura em Artes Visuais. Aproximou-se então do grupo de taiko Hibiki Wadaiko, da Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Marília (SP), encontro que o conduziria de modo definitivo ao campo dos estudos japoneses. Compôs ainda a comissão julgadora do 10º FETUSC, Festival Estudantil de Teatro do Centro Universitário Sagrado Coração (Unisagrado), em Bauru (SP), e apresentou-se como músico na Semana do Café, no Museu Histórico de Londrina, a convite do grupo de acordeões Evelina Grandis.

Em 2018, iniciou o mestrado em Artes da Cena na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP), com bolsa da CAPES e orientação do Prof. Dr. Eduardo Okamoto, dedicando a dissertação à arte do taiko contemporâneo, forma coletiva de execução dos tambores japoneses conhecida como kumi-daiko. Passou a integrar o Grupo de Estudos Arte Ásia (GEAA), que reúne professores, pesquisadores, artistas e estudantes em torno do debate sobre a arte asiática, com ênfase no Japão. Produziu o espetáculo "Taiko no Hibiki: A Vibração dos Tambores Japoneses", selecionado pelo Edital Território SESI-SP de Arte e Cultura, e fundou, em Campinas, a Barbante Produtora Artística e Cultural, por meio da qual passou a responder pela produção executiva de espetáculos, cursos e materiais audiovisuais.

 

Em 2019, no âmbito do estágio docente na Unicamp, foi assistente de direção e tocador de taiko em "Festa do Peixe", montagem que apresentou ao público brasileiro a dramaturgia da escritora japonesa Yu Miri. Na sequência, respondeu pela pesquisa e pela dramaturgia de "Omoide no Sakura: As Memórias da Imigração Japonesa em Garça", segundo espetáculo do Hibiki Wadaiko, contemplado pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, o ProAC Municípios. No mesmo ano, participou como tocador de taiko do "EP Sacro", da artista Amanda Gonsales.

 

Em 2020, ingressou no doutorado em Artes da Cena na Unicamp e passou a compor a comissão organizadora do Seminário Interno de Pesquisas do PPG Artes da Cena, Mário Santana. Assumiu a direção de produção do espetáculo "Moriagaru Kokoro", contemplado pelo edital Virada SP, promovido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

 

Em 2021, ministrou as oficinas "A história dos tambores japoneses: da tradição à ressignificação" e "A arte do taiko contemporâneo: a guerra, o corpo e os tambores japoneses", financiadas pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. Tornou-se membro da Comissão Editorial dos Anais dos Seminários de Pesquisa do PPG Artes da Cena e, no estágio docente, foi assistente de direção de "Apenas o Fim do Mundo". Foi convidado do Ruídos Podcast para uma conversa sobre a prática do taiko no Brasil.

 

Em 2022, ministrou o curso "A história dos tambores japoneses" na Momonoki, plataforma dedicada ao Japão que reúne cursos e oficinas conduzidos por especialistas de diferentes áreas, e voltou a integrar a comissão organizadora do Seminário Mário Santana. Publicou, pela editora Annablume, o livro "O corpo na arte do taiko contemporâneo", tema de sua participação no Komorebicast, podcast brasileiro dedicado a pesquisas e estudos sobre o Japão.

 

Em 2023, respondeu pela produção de "Honoo", no Teatro Municipal de Marília. Integrou a comissão organizadora do IV Simpósio Internacional Repensando Mitos Contemporâneos. No mesmo ano, "O corpo na arte do taiko contemporâneo" passou a figurar entre os destaques da Biblioteca da Fundação Japão em São Paulo.

 

Em 2024, foi jurado do carnaval de São Paulo, nos grupos de Acesso I e II, e, no estágio docente da Unicamp, assistente de direção de "Poema Gaivota", encenação que articulou a obra de Anton Tchekhov a canções gravadas por Ney Matogrosso. Iniciou, em outubro, o estágio de doutorado na Waseda University, em Tóquio, sob supervisão do Prof. Dr. Pedro Erber, com o propósito de identificar e traduzir obras relacionadas à arte do taiko e de dar continuidade à investigação sobre o caráter transterritorial dessa expressão. O período no Japão permitiu-lhe aprofundar a pesquisa no contato direto com grupos e artistas já analisados e com outros que passaram a integrar o escopo da tese.

Em 2026, concluiu o doutorado com a tese "A arte do taiko e a interculturalidade" e fundou a Yūgen Cursos, Pesquisa e Produção Artística, sucessora da Barbante, dedicada à pesquisa, à formação e à produção nas artes da cena e nos estudos japoneses. Pela Política Nacional Aldir Blanc, teve aprovado o projeto "Espíritos de papel: a dramaturgia do nō japonês e os fantasmas brasileiros", livro em elaboração com publicação prevista para 2027. Ministrou o curso "Teatro tradicional japonês: do clássico ao popular" na Momonoki e, em outubro, apresenta a palestra "Fronteiras do taiko: tradição, corporeidade e interculturalidade" no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

 

Entre 2019 e 2024, foi docente estagiário em disciplinas da graduação em Artes Cênicas da Unicamp: "Projeto Integrado de Criação Cênica III" (2019, 2021, 2023 e 2024), "Princípios da Ação Cênica" (2022) e "Formas do Teatro Oriental" (2022).

 

Ao longo dessa trajetória, integrou comissões organizadoras de seminários, simpósios e congressos no campo das artes da cena, responsabilizando-se por programação, produção e publicação de anais, e colaborou como iluminador, fotógrafo e ator em espetáculos de teatro, dança e música, festivais e encontros de pesquisa.

 

Seus interesses de pesquisa reúnem a arte do taiko, a interpretação teatral, o treinamento do ator e do performer, o diálogo intercultural nas artes da cena, as manifestações culturais e teatrais do Japão e os estudos do corpo.

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