A HISTÓRIA DOS TAMBORES
JAPONESES


SINOPSE
A história dos tambores japoneses Neste curso inédito da Momonoki, falaremos da história do taiko, instrumento de percussão japonês que atravessou eras e tradições. Analisaremos a sua importância social, cultural e política, assim como suas funções e transformações ao longo das eras. O curso abordará, ainda, a formação dos primeiros grupos de taiko no Japão, a chegada dos tambores na América do Norte e na América do Sul, e o florescimento dessa arte no Brasil. Veremos como se deu o encontro de culturas na interação do corpo brasileiro com o tambor japonês, que se faz, concomitantemente, na universalidade e individualidade da expressão artística. A relação corpo-instrumento será aprofundada no último encontro, que abordará noções de espaço e entre-espaço, intervalos e silêncio, apoiados pela noção estética Ma.
Aula 1 | Da tradição à ressignificação
Analisando descobertas arqueológicas, xilogravuras e achados audiovisuais sobre taiko, estudaremos a história dos tambores japoneses desde o mito (tempo anterior à existência das coisas), passando pela sua pré-história e história. Partiremos da tentativa de compreender o arcabouço de teorias e mistérios que cercam a história do instrumento de percussão. As referências apresentadas ajudarão a contextualizar o papel do taiko na sociedade nipônica, que, conforme veremos, esteve sempre pertencente em diversas esferas sociais, culturais e políticas dos períodos antigos, tais como:
● Nas caçadas das aldeias;
● Nos rituais destinados à conexão com o divino;
● Nas antigas guerras japonesas;
● Como acompanhamento musical nos teatros clássicos nô e kabuki;
● Na música folclórica;
● Como relógio para anunciar as horas da vida cotidiana;
● Durante as lutas competitivas de sumô.
Aula 2 | A guerra e o nascimento do taiko contemporâneo
Na segunda aula, nos aprofundaremos na criação contemporânea do taiko na Era Moderna, especificamente a partir da Segunda Guerra Mundial. Falaremos sobre o nascimento e desenvolvimento da arte dos tambores japoneses em meio aos conflitos e transformações no Japão entre as décadas de 1950 e 1960, em que a performance coletiva ficou conhecida como kumi-daiko. Serão apresentados os primeiros grupos contemporâneos (Osuwa Daiko, Oedo Sukeroku Taiko e Ondekoza), suas teorias, anseios e propósitos. A essa altura, questionaremos: De alguma forma, a sua criação moderna estava associada às mudanças do corpo e das renovações culturais no Japão do pós-guerra?
Aula 3 | A internacionalização dos tambores japoneses
Na terceira aula estudaremos o processo de internacionalização dos tambores japoneses, com foco no período entre as décadas de 1960 e 2000. Vamos analisar a importância da popularização da percussão japonesa no território norte-americano e brasileiro, assim como os caminhos que transformaram a arte do taiko em um fenômeno artístico potente, símbolo de afirmação de identidades. Discutiremos como foi a chegada dos primeiros tambores em terras brasileiras e analisaremos a evolução das duas principais fases do kumi-daiko no Brasil: a primeira iniciada por Tangue Setsuko, e a segunda, por Yukihisa Oda. Aula
4 | O tambor, o corpo e a criação artística
No quarto e último encontro nos aprofundaremos na discussão do corpo que toca a percussão, tanto a sua relação com o instrumento, quanto à noção de espaço e entre-espaço, apoiado pela noção estética japonesa Ma. Além da possibilidade de estar presente nos intervalos de “silêncio” das batidas do tambor, o Ma pode manifestar-se também como espacialidade intervalar de preparação para o ato da percussão, que se revela no corpo do artista. Debateremos também sobre alguns processos pedagógicos e artísticos presentes na arte do taiko contemporâneo: o treinamento (kata, kiai e kamae), a cena, o processo criativo, a disciplina e a presença cênica.
A quem este curso é destinado:
A qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Não é necessário ter nenhum conhecimento específico para acompanhar as aulas.
5, 12, 19 e 26 set. 22
Zoom
20h - 22h
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